Efeito pandemia: equipe de power soccer mantém treinamento há 20 semanas

24/07/2020

O último encontro presencial da equipe de power soccer foi no dia 7 de março. Há exatas 20 semanas, atletas e comissão técnica entraram em quadra, no CIAGA (Centro de Instrução Almirante Graça Aranha), na zona norte do Rio de Janeiro, para mais um sábado de treino, de 9h às 13h, como o planejamento de 2020 previa. A equipe vinha eufórica pela conquista do título da Champions Cup. O que eles não sabiam, ninguém sabia, era que na semana seguinte, o ano tomaria um rumo totalmente inédito para a história da humanidade. Não houve treino no dia 14 de março. O calendário de competições foi suspenso até o final do ano. E o que poderia ser motivo para desistência ou desânimo foi convertido em combustível para manter os atletas e os membros da comissão técnica cada vez mais em sintonia. Como? Jaime Torres, técnico da equipe de futebol em cadeira de rodas do RJPS, estabeleceu três pilares para o treinamento remoto: percepção, atenção e comunicação. A cada encontro semanal por videoconferência, uma dupla fica responsável por trazer uma resenha sobre um filme ou um episódio de uma série escolhidos previamente. Com isso, Jaime afirma que estimulando a fala (e a leitura em alguns momentos da reunião), os atletas ganham confiança e a comunicação dos atletas é cada vez mais assertiva. . No caso da percepção, o técnico pontua que as situações da ficção trazem repertório para que os atletas ao vivenciarem algo, dentro ou fora de jogo, possam usar a experiência do filme como recurso. E, a atenção acaba sendo um pilar que se autodesenvolve porque eles precisam se ater aos detalhes para trazê-los aos outros colegas de time. E, como o conteúdo é sempre voltado para o esporte, as soluções encontradas pelos jogadores em momentos mais desafiadores passam a ser compreendidas como viáveis mesmo que o exemplo do filme seja de outra modalidade. “Logo assim que cheguei na equipe, percebi que os interesses deles giravam apenas em torno do que eles viviam – dentro da realidade de cada um. Na pandemia, intensificamos à prática dos filmes, conseguimos trazer para eles situações da vida cotidiana comum a todos, além de situações de jogo em que eles passaram a encontrar soluções de acordo com exemplos dos filmes que assistiram”, comenta Jaime. Além disso, tecnicamente, os atletas estão tendo que treinar sozinhos, desenvolvendo habilidades individuais que jamais pensaram ser possível. “É um caminho sem volta”, brinca Jaime. Se antes eles treinavam uma vez na semana presencialmente e conversávamos pontualmente durante a semana, Jaime acredita que as atividades individuais sejam de exercícios ou assistindo a filmes não perderão espaço no ‘novo normal’. Bruno Carvalho vê todo esse momento como grande legado. “O que inicialmente achávamos que era um problema, aos poucos fomos vendo ser nosso aliado. A falta de espaço ou um móvel no meio da sala foram importantes para a gente treinar porque estamos conseguindo aprimorar movimentos curtos simulando situações de jogo, aprimorando reflexo, mudança de posição e atenção”, garante o camisa 5 da equipe. E Jaime completa “acredito que eles estão muito mais preparados e quando formos para quadra, vamos afinar […]

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RJPS e UNISUAM selam convênio que dará desconto para atletas, colaboradores e sócios-torcedores da equipe

16/07/2020

RJPS e UNISUAM selam convênio que dará desconto para sócio-torcedores da equipe Profissionais, atletas e sócios-torcedores do Rio de Janeiro Power Soccer contam com descontos especiais para cursos livres, de graduação, pós, mestrado e doutorado em todas as unidades da UNISUAM, inclusive as opções EAD (Educação à Distância). “O convênio reúne o sentido amplo de formação educacional, a conexão do esporte com a academia. O Rio de Janeiro Power Soccer mostra mais uma vez que é possível trabalharmos para melhoria de vida além das quatro linhas da quadra. Fico feliz em poder ajudar na formação dos nossos participantes com a viabilidade de estudo beneficiado com este convênio”, comenta Bruno Fernandes, Presidente do RJPS. Um dos nossos grandes desafios no RJPS é fazer o atleta se tornar um profissional de carreira. Temos no time, atletas com carreiras bem sucedidas na área de tecnologia da informação, alguns com mestrado inclusive. “Incentivamos que nossos atletas tenham uma profissão além do esporte porque sabemos que a vida como atleta é curta e mesmo que a pessoa seja um atleta de alto rendimento. A UNISUAM já tem uma veia paradesportiva no meio acadêmico em seu mestrado, doutorado e pós doutorado, reforçado agora com a pós-graduação, conseguimos oportunizar através desse convênio chances de mais atletas e colaboradores a estudarem”, afirma Jaime Torres. Além deste convênio, o Rio de Janeiro Power Soccer é parceiro da UNISUAM na pós-graduação Educação Física Adaptada e Paradesporto. O curso de especialização começa dia 1º de agosto e tem 20% de desconto para participantes deste convênio. Com o plano sócio-torcedor do RJPS você pode contribuir a partir de R$ 20,00. Saiba como participar do programa e também como adquirir esses descontos enviando um e-mail para contato@riodejaneiropowersoccer.com.br ou nos links abaixo:

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Técnico do RJPS, Jaime Torres, lança curso pioneiro de pós-graduação em Educação Física Adaptada e Paradesporto pela UNISUAM

10/07/2020

O técnico da nossa equipe de Power Soccer está à frente do curso de pós-graduação em Educação Física Adaptada e Paradesporto, pela UNISUAM. As aulas começam dia 1º de agosto, aos sábados quinzenalmente, com carga horária de 360h. Além de coordenador e professor na modalidade de Futebol em Cadeira de Rodas com Jaime Torres, o RJPS também estará presente com a Bocha, com a Técnica Luciana Merath. Profissionais que trabalham com paradesporto sabem que a formação especializada no Brasil ainda é escassa na área acadêmica, é bem comum ter o primeiro contato com o esporte adaptado ainda no estágio obrigatório e daí eu aprendendo com a prática, ao lado de outros profissionais que já estão no mercado há mais tempo. É também verdade também que a formação acadêmica brasileira tem evoluído muito nesse sentido, porém ainda muito focada no alto rendimento, o que tem sido uma excelente contribuição para os atletas quem fazem do Brasil uma potência paralímpica, vide a melhor campanha da história do país em parapan-americanos. Na edição de Lima, no ano passado, ficamos em primeiro lugar no quadro geral com 308 medalhas (124 ouro; 99 prata; e 85 bronze). Porém, até que a pessoa chegue ao alto rendimento, ela precisa começar pela reabilitação. Além das terapias na área da saúde, a educação física adaptada tem muito a contribuir para esse indivíduo. Nesse caminho, Jaime Torres, Técnico de Futebol em Cadeira de Rodas do Rio de Janeiro Power Soccer, idealizou o curso de pós-graduação em Educação Física Adaptada e Paradesporto, pela UNISUAM. “Quando o professor de educação física na escola recebe um aluno com deficiência física ou intelectual, em muitos relatos dos próprios professores eles tem muita dificuldade de criar um ambiente favorável para essa criança por simples desconhecimento. Com esta pós-graduação, o profissional além de sair com mais informação para acolher a pessoa com deficiência seja no banco escolar, no dia a dia de academia com treinos adaptados e até o alto rendimento, porque vamos detalhar várias modalidades, inclusive com presença de atletas em algumas aulas”, conta Jaime Torres, Coordenador do curso e ex-atleta de handball e beach handball da seleção brasileira. Em relação às modalidades, os alunos terão contato com Atletismo, Bocha Futebol de 5, Futebol em Cadeira de Rodas Goalball e Natação. A frente desses conteúdos estão alguns dos profissionais mais experientes da área aqui no Rio: João Ricardo Melo de Figueiredo, Diretor do Instituo Benjamin Constant (IBC), Alessandra Sarvinkas do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES), Claudemir Santos, Coordenador Externo Nível II do Comitê Paralímpico Brasileiro e Luciana Merath, Técnica de Bocha do Rio de Janeiro Power Soccer. “Muitas das vezes, o professor sai da graduação com pouca ou nenhuma capacitação na área de pessoa com deficiência. Isso acontece porque ele não essa vivência. Trazer a Bocha e o Power Soccer para esse curso é um diferencial porque são duas modalidades com comprometimentos mais severos dentro do universo do paradesporto”, afirma Luciana, que tem mestrado atividade física adaptada voltada para bocha pela Unicamp, Técnica dos atletas BC4 do RJPS. Confira todas as informações sobre o Curso Educação Física Adaptada e Paradesporto no site: […]

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Igor Barcelos é campeão da 1ª edição do Boccia Battle RJPS

02/07/2020

No último dia 25 de junho, Igor Barcelos, BC1, se consagrou o campeão do I Boccia Battle RJPS. A disputa pelo ouro foi contra Lucas Dutra, BC3. Em terceiro lugar ficou Pedro Henrique, BC3, que superou Lucas Araújo, BC2. O torneio foi realizado online, por meio de um aplicativo de celular que leva o mesmo nome da competição, durante uma semana. Quatorze atletas, divididos em quatro chaves, participaram da competição. Atleta da seleção brasileira de bocha e o jogador da equipe de futebol em cadeira de rodas do RJPS, Igor viu essa iniciativa com bons olhos. “o jogo mesmo sendo online é muito válido, pois além de propiciar uma maior interação entre os participantes, que nesse período estão todos em casa, faz pensar rapidamente em situações de jogo que podem aparecer nos campeonatos”, comenta. Na briga pelo ouro estava também Lucas Dutra, campeão das Paralimpíadas Escolares 2019, competição realizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Feliz com a prata no peito, o jogador conta que não conhecia o aplicativo e soube que ele era bem popular entre praticantes da modalidade. “A iniciativa foi muito agregadora. Durante esse período de isolamento social, os treinos e as partidas foram momentos de muita integração entre a equipe. E ainda pude conhecer uma nova ferramenta de treino”. Em terceiro lugar ficou Pedro Henrique. Veterano no futebol em cadeira de rodas com alguns títulos na carreira, Pedrinho começou na bocha apenas neste ano, ou seja, já soma mais treinos à distância do que presenciais, conquistou o bronze numa disputa com o atleta de seleção brasileira Lucas Araújo. “Fiquei bastante feliz na disputa com o ‘Lucão, ele é um cara que entende muito de bocha e está sempre ensinando a gente”, afirma. E acrescenta “deu pra matar um pouco a saudade de estar participando de um campeonato” . Assim como os parceiros de pódio, Igor também descreve positivamente essa inédita ação do Rio de Janeiro. “Uma das principais características que notei quando entrei no clube para jogar power soccer foi essa capacidade de transformar rapidamente uma ideia em prática. Esse torneio já está servindo de exemplo e outros clubes estão se inspirando para fazer também”, revela.

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Um drible na quarenta

23/04/2020

O mundo virou de ponta a cabeça. De repente tudo saiu do controle e, todos sem exceção, precisaram se reinventar. Para uns têm sido mais fácil, para outros mais desafiador. Nesse momento de tantas mudanças, a tecnologia é nossa aliada para manter os treinamentos em dia e fazer desse tempo livre – raridade na nossa vida ‘normal’ – nosso aliado. “Nós estamos fazendo todos os esforços para manter a saúde física e mental dos nossos atletas. Temos atletas em vários municípios da região metropolitana do Rio, em condições completamente diferentes para treinar. Cada vídeo que recebo me enche de orgulho porque todos (jogadores e seus familiares) estão respeitando o distanciamento social e fazendo todos os esforço para adaptar suas casas com as melhores condições possíveis de treino”,comenta Bruno Fernandes, Presidente do Rio de Janeiro Power Soccer. No futebol em cadeira de rodas, o técnico Jaime Torres não dá trégua para os jogadores. A cobrança segue igual. “Nosso encontro virtual é um treino. Se o atleta não conectar precisa justificar a falta”, afirma. Além de Jaime, toda a comissão técnica desenvolveu vários exercícios para que os atletas façam, mesmo que, num espaço curto e até sem estar usando uma cadeira motorizada. A mobilidade com os dedos é uma parte muito importante para conduzir a cadeira e esse é um dos principais esforços da comissão. “Temos previsão de competições importantes ainda neste ano. Esse é o nosso foco. E ter foco num cenário como este é muito importante para mantermos a motivação dos nossos atletas mesmo que à distância”, afirma Jaime. Já na bocha, modalidade que começou em 2019 no RJ Power Soccer e já conta com 13 atletas – muitos deles iriam estrear em competições na Regional Leste, que aconteceria no dia 4/5 de abril, em Petrópolis – o cobrança segue igual seja para os iniciante quanto para os atletas de alta performance como Lucas Araujo, convocado para os Jogos Rio 2016. “O treinamento está dividido em duas partes. Na teórica, os atletas respondem questionários sobre regras da modalidade e fazem análises de vídeos de competições anteriores. Na prática, eles nos mandam vídeos com o que pedimos e aí retornamos com uma análise sobre postura, movimento, estratégia usada etc. e se atendeu ao que havíamos pedido. Tem dado muito certo porque o feedback tem sido bem positivo”, garante a técnica da modalidade, Jullyana Alencar. “Juntos já vivemos conquistas grandiosas e, mais um vez, vamos nos orgulhar coletivamente de passar por mais esse desafio. Se alimente bem, durma oito horas por dia, pegue sol, treine da melhor maneira que puder, aproveite para assistir jogos e siga as recomendações da comissão técnica”, aconselha Bruno Fernandes.

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Atleta do Rio de Janeiro Bocha conquista ouro nas Paralimpíadas Escolares

21/12/2019

O atleta Lucas Dutra Fernandes, do Rio de Janeiro Bocha, conquistou o ouro durante as Paralimpíadas Escolares, que foram realizadas no Centro Paralímpico de São Paulo, ente os dias 18 e 23 de novembro.  A medalha dourada, conquistada na última sexta-feira (22), foi a primeira da carreira de Lucas e a primeira de um atleta do clube na categoria BC3, da qual ele faz parte e é disputada por atletas que fazem o uso de calha e tem a ajuda de um calheiro para direcionar as bolas. Desde que começou a praticar a modalidade no início do ano, Lucas sempre teve o sonho de se destacar no esporte a exemplo do que já faz no Futebol em Cadeira de Rodas, no qual é considerado um dos melhores do país. Para ele, a confiança em si e no técnico, o foco e a disciplina foram determinantes para que pudesse chegar ao primeiro lugar. “Ouvir bastante o técnico fez muita diferença, porque eu cheguei lá ainda muito novo no esporte. Então tive que ouvir tudo que ele falava, as críticas e o que ele achava que eu poderia melhorar para que eu pudesse absorver e aplicar nas partidas seguintes. Ter ganho a medalha me deixou bastante orgulhoso, porque foram muitas horas de treino e eu estava jogando com os melhores atletas brasileiros de até 17 anos e me fez ver que eu posso muito mais do que eu imagino”, afirma Lucas. A conquista também fez a família Fernandes ficar ainda mais unida, já que o calheiro de Lucas era seu pai, Bruno Fernandes. Durante a competição, Bruno teve a responsabilidade de posicionar a calha e as bolas dentro dela seguindo fielmente as orientações de Lucas, não podendo interferir em suas decisões e nem visualizar a quadra, necessitando ficar de costas para o jogo durante todo o tempo. Para ele, a conquista do filho é motivo de muita felicidade para ele e destaca o distanciamento do jogo como fator mais difícil.     “Esta questão é importante pois no jogo sai o pai e entra o calheiro que não pode falar nada e obedece vários comandos do atleta sem poder vê o jogo: direção, altura, tipo de bola, comprimento da antena, entre outros obstáculos. Mas temos Temos que ser profissionais e tenho muito orgulho do seu desenvolvimento. Após as partidas o pai volta para dar aquele gostoso abraço”, comemora Bruno. Lucas participou do evento representando a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude. Além dele, também integraram a equipe de bocha, Pedro, também do Rio de Janeiro Bocha, as atletas Ingrid e Julia, do clube Otimismo. O time foi comandado pelo técnico Ednaldo. O atleta Lucas Dutra Fernandes, do Rio de Janeiro Bocha, conquistou o ouro durante as Paralimpíadas Escolares, que foram realizadas no Centro Paralímpico de São Paulo, ente os dias 18 e 23 de novembro.  As Paralimpíadas Escolares são realizadas há 10 anos e reuniram mais de 1.200 estudantes. Além da bocha, também foram disputadas outras 11 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas (formato 3×3),  futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (para paralisados cerebrais), goalball, judô, natação, parabadminton, […]

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Futebol para igualdade

19/07/2014

O Rio de Janeiro Power Soccer Clube participou em 19.07.2014, nos jardins do Palácio do Catete, do Projeto Futebol para a Igualdade, que tem como objetivo propiciar aos visitantes uma experiência única de vivenciar o esporte. “Nosso objetivo é proporcionar ao visitante uma nova maneira de enxergar o futebol, além do jogo em si. Vamos discutir o futebol como plataforma de superação de preconceitos de gênero, raça e condição social e trazer à luz o debate sobre a prática esportiva” Organizado pelas ONGs Streetfootballworld e Redeh (Rede de Desenvolvimento Humano), o Espaço Futebol para a Igualdade teve como madrinha a brasileira Marta, a maior jogadora de futebol de todos os tempos e mostrou que o futebol é um esporte capaz de transformar vidas e ajudar no desenvolvimento da sociedade.

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